quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Szoborpark - Um Parque de Estátuas




A cerca de uma hora de autocarro do centro de Budapeste, andando para sul, encontramos um local verdadeiramente original: o Parque das Estátuas e Gigantescos Memoriais da Ditadura Comunista. Na maioria dos países da antiga Cortina de Ferro, isto é, os países da Europa de Leste com regimes políticos de tipo soviético, a queda do Muro de Berlim acarretou a queda da maioria das estátuas e conjuntos arquitectónicos que povoavam as ruas e praças. Muitas foram destruídas, como se a destruição dos vestígios materiais pudesse apagar as memórias. Tal não aconteceu na Hungria: inteligentemente, o governo pegou nas estátuas, placas toponímicas, e outros vestígios monumentais e guardou-os num parque, onde se preservam as memórias e ainda se ganha alguma coisa com o pagamento das entradas.

Somos recebidos, na imponente entrada, pelos grandes líderes da Revolução, Marx e Lenine. Mas o desconforto começa logo aí, já que eles parecem deslocados, discursando para o espaço vazio. Os soldados empunhando bandeiras revolucionárias e os jovens pioneiros, todos de tamanho descomunal, não entusiasmam multidões proletárias. O conjunto assemelha-se mais a um armazém ideológico, interessante mas folclórico.

Perto da saída, a loja oferece recordações da ditadura comunista: T-shirts com Lenine ou Fidel Castro, reproduções de fardas do exército, pins, bandeiras com velhos slogans comunistas, livros e revistas. O ambiente é o de um nostálgico parque de diversões. Há um grupo de rapazes que compra bonés do Exército Vermelho, com estrela dourada e tudo. Se estivessem no Oeste americano, estariam a comprar chapéus à cowboy. O espírito seria o mesmo.

Budapeste - Julho de 2001 (Fotografias de Teresa Ferreira)

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