quarta-feira, 3 de junho de 2015

À descoberta da Sicília VI - Taormina e o Etna


Fotografando o teatro em Taormina
O Etna é o único vulcão atualmente ativo, na Europa. Não podemos deixar de o tentar avistar mas, para isso, decidimos abordá-lo pelo interior e não pela costa, como é habitual. Começamos então a atravessar os Montes Nebrodi, a cadeia montanhosa mais alta da Sicília. 


O topo do Etna estava coberto por nuvens
Foi uma boa decisão, a paisagem é esplendorosa. Entre Naso e Randazzo, sucedem-se os bosques de carvalhos e as pastagens de montanha. Embora estejamos em maio, está frio e há humidade no ar, mas a paisagem compensa.
Randazzo fica na encosta do Etna. Não conseguimos ver o topo do vulcão, parece que tem um capacete de nuvens. Mas vêem-se bem os campos nevados, lá no alto, e os rios de lava, negros e granulosos, que avançaram até ao sopé do monte. As gentes daqui utilizam a pedra de lava para muros e construções. Deve ser precisa alguma coragem para viver em Randazzo, ou nas outras povoações que se situam no sopé do vulcão! Talvez por isso tenha duas igrejas tão majestosas!


Uma das majestosas igrejas de Randazzo
Depois, prosseguimos para Taormina e Giardini Naxos. Como descrever o fascínio deste local? Sob o vulto imponente do Etna, abrem-se baías de águas muito azuis, entremeadas de pequenas praias. Junto à costa, a Isola Bella, uma ilhota absolutamente encantadora. Todo o cenário é idílico!


A costa, em Giardini Naxos, com a Isola Bella
Taormina trepa pela montanha acima e nós trepamos também. Na encosta, os hotéis luxuosos alternam com as villas onde a aristocracia italiana vinha passar os verões, no século XIX.


Taormina

Um cannolo siciliano

Tornante atrás de tornante, lá vamos subindo a encosta. Páro a comer um cannolo, convicta de que já não apanhamos o Teatro Grego aberto ao público. Mas tivemos sorte e a sensação de estar sentada naquele teatro virado para o mar é indescritível.


O Teatro Grego em Taormina
Agora podia ficar aqui a descrever o teatro e as sensações que ele desperta... Mas vou só escrever que um povo que, há vinte e cinco séculos atrás, escolhe um sítio como aquele para se reunir a ouvir peças e textos, dos mais profundos que já foram escritos sobre a condição humana, merece o nosso respeito!...



A costa, junto a Taormina
De novo na estrada até Messina, para ver o estreito braço de mar que separa a Sicília da Itália. Mas o dia estava no fim e, do Estreito de Messina, só vimos as luzes e a Madonnina que guarda o porto e acolhe os visitantes.


A caminho de Messina

Diana de Poitiers, Chenonceau e os outros castelos do Loire

Entrada do Castelo de Chenonceau Falar do Vale do Loire remete-nos de uma forma quase imediata para os Castelos do Loire. Não conheço ...